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Delta pode levar a um novo aumento de casos em setembro em Minas

Mais de 78% da população adulta de Minas Gerais recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid até o momento. Embora a imunização tenha avançado bem, o Estado pode vivenciar um novo aumento de casos de infectados pelo coronavírus em setembro, por conta da transmissão comunitária da variante delta.

Segundo comunicado divulgado ontem pelo Observatório de Vigilância Genômica (OViGen), entre 983 amostras analisadas em Minas, 32 foram confirmadas para a variante delta e 115 foram classificadas como prováveis. Dessa forma, o Estado teria 147 notificações da cepa, que é uma das mais transmissíveis.

Alguns especialistas estimam um aumento de casos para as próximas semanas ao observarem o comportamento de países que foram tomados pela variante delta, mesmo com uma taxa de vacinação melhor do que o Brasil – como Estados Unidos, Reino Unido e Israel. Eles também estão de olho na situação do Rio de Janeiro, primeiro Estado brasileiro a ter a variante delta como prevalecente. Por lá, houve um aumento na demanda por internações, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos.

“Vivemos um momento de apreensão, podemos ter um aumento de casos. O cenário que a gente vê fora do país, em lugares em que a variante já se espalhou e tomou lugar de prevalência, é de aumento do doentes, mesmo com a vacinação avançada”, afirma Adelino Melo Freire Júnior, infectologista e diretor médico do laboratório Target. Segundo ele, estudos internacionais recentes estariam indicando que a delta pode provocar mais hospitalizações.

Melissa Valentini, infectologista do laboratório Hermes Pardini, afirma que o aumento de casos é provável em Minas, mas não é possível afirmar ainda se isso vai se refletir em mais internações ou mortes. “Sabemos dos efeitos da chegada da variante delta em países que antes foram tomados pela alfa, mas não sabemos ainda como será seu comportamento em um país tomado pela gama, como o Brasil”, explica.

De qualquer forma, é preciso ficar atento a uma possível nova pressão no sistema de saúde. “O Brasil é muito grande e temos que olhar de forma regionalizada. Desde o início da pandemia, Minas sempre teve alteração na curva depois dos outros Estados. Por isso, temos que ficar atentos ao que está acontecendo no Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz a médica.




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