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Após 12 anos, Cuca vive o ‘outro lado da moeda’ no Brasileirão e mantém discurso pés no chão

Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca tem sido repetitivo nas entrevistas coletivas após os jogos ao não falar abertamente em título do Atlético. Precavido, o treinador mantém o discurso de “pés no chão”, apesar de o Galo alcançar 98,5% de chances de ser campeão. A cautela do comandante alvinegro se justifica pelo fato de ele ter vivido o “outro lado da moeda” em 2009, quando lutou contra a matemática para salvar o Fluminense do rebaixamento para a Série B.

Há 12 anos, Cuca assumiu o Fluminense na lanterna do Brasileirão, com apenas 16 pontos após 22 rodadas. Na estreia do treinador, a equipe empatou com o Náutico no Maracanã, e aumentou o drama. De acordo com cálculos matemáticos, o Tricolor tinha 99% de chance de ser rebaixado.

Mas, aos poucos, Cuca acertou o Fluminense e o time carioca, liderado pelo atacante Fred, iniciou uma reação incrível nos 11 jogos finais. Foram oito vitórias e três empates que livraram o Tricolor da queda para a Segunda Divisão, o que é considerado até hoje a maior reviravolta da história da era dos pontos corridos do Brasileirão.

Em 2016, Cuca foi campeão com o Palmeiras e, no ano seguinte, lutava pelo título com o rival Corinthians. Atrás na briga, o treinador relembrou a façanha de 2009 para manter viva a chama da esperança.

"Nós tínhamos 1% de chance de escapar e nos agarramos nisso. Cada vez que vamos para o Rio eu vejo uma faixa que diz que 99% não é 100%. Isso responde por si só", afirmou o treinador. No entanto, o Verdão ficou com o vice.


A afirmação de Cuca em 2017 pode muito bem ser aplicada ao treinador nesta temporada, em que o Atlético já é apontado como o campeão Brasileiro por muitos torcedores de outros clubes e até por parte da imprensa nacional.

De acordo com o departamento de matemática da UFMG, o Galo tem 98,5% de chance de ser campeão. Agora o único concorrente do Atlético, o Flamengo tem 1,5%. Após 12 anos, Cuca vive momento completamente oposto na carreira – com porcentagem para ser campeão semelhante ao que tinha para ser rebaixado com o Fluminense –, mas mantém o discurso de que “99% não são 100%”.



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