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Trabalhadores dos Correios decretam greve por tempo indeterminado; funcionários fazem protesto em BH

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve e realizaram um protesto no Centro de Belo Horizonte pela manhã desta terça-feira (17). Os funcionários da estatal decidiram paralisar suas atividades por tempo indeterminado após assembleia realizada na noite de segunda-feira (17).

Os Correios, em Minas, informaram que ainda estão fazendo um levantamento de quantas agências foram impactadas. Um comunicado deve ser feito ainda nesta terça-feira sobre o cenário atual. A estatal afirmou que não pretende suprimir direitos dos trabalhadores (veja nota abaixo).

A greve está sendo realizada pelos 36 sindicatos que representam trabalhadores dos Correios, reunidos na Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FENTECT). Entre as pautas exigidas pelos funcionários, está a preservação do último dissídio da categoria, julgado em outubro do ano passado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com vigência de dois anos, reeditando as cláusulas do Acordo Coletivo 2018/2019.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios de Minas Gerais (SINTECT-MG), a empresa tentou excluir 70 cláusulas do atual acordo e não propôs reajuste salarial para os funcionários. O sindicato destacou, em seu site, que a empresa vem tendo lucro nos últimos anos e deve ter faturamento recorde em 2020, já que houve um aumento superior a 25% no número de encomendas, por causa da pandemia.

A Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) emitiu nota dizendo que “lamenta que os trabalhadores tenham chegado a essa medida extrema, com graves reflexos para a sociedade, mas compreende que a condução das relações trabalhistas pela atual direção dos Correios não deixou alternativa para os trabalhadores, diante da tentativa de imposição de uma redução significativa nas remunerações”.

Veja, na íntegra, nota enviada pelos Correios:

"Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos”.

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