Mesmo preocupado com pós-covid-19, Mattos quer Atlético protagonista no Brasileirão

Com o futebol brasileiro paralisado pela pandemia do novo coronavírus, o diretor executivo do Atlético, Alexandre Mattos, mantém conversas diárias com o técnico Jorge Sampoli visando o retorno das atividades. Mattos participou do Programa Troca de Passes, do Sportv, dessa terça-feira (28), e destacou que a meta do Galo é ser protagonista no Campeonato Brasileiro, apesar do futuro incerto e dos impactos da pandemia no futebol nacional.

Eliminado das copas do Brasil e Sul-Americana, o Atlético terá pela frente a reta final do Campeonato Mineiro e depois poderá se dedicar com exclusividade ao Brasileirão.

“Temos que dar uma resposta, fazer papel de protagonismo no Campeonato Brasileiro. Pensando forte nas primeiras colocações e quem sabe num algo a mais, mas também já formatar alguma base pensando no ano que vem. De alguns projetos que participei se você voltar um pouquinho, no Cruzeiro arrumamos em 2012 para fazer um time vencedor em 13 e 14. Arrumamos o Palmeiras em 2015, conseguimos vencer em 2015, mas em 2016, 2017 e 2018 fizemos uma coisa mais estruturada. Vamos tentar fazer o máximo possível para conseguir esse protagonismo que a gente tanto deseja”, disse o diretor ao Sportv.

A relação dele com o técnico argentino Jorge Sampaoli foi um dos principais temas da entrevista. “Sampaoli é extremamente intenso, ele vive futebol, pensa no futebol o tempo todo. Acredito que esteja pensando em futebol nesse momento na casa dele. Converso muito com ele, hoje (terça) foram três ou quatro vezes por telefone. Óbvio que temos algumas dificuldades do momento. Temos algumas prioridades, e no momento a prioridade é a segurança de todos e a retomada da vida nas condições normais”.

Mattos disse que a pandemia alterou o planejamento do futebol mundial, atingindo todos os clubes. Por isso, destacou que o plano de contratações do clube ficou prejudicado. “O próprio Sampaoli tem consciência de que as coisas são diferentes. Não temos noção do que vamos disputar. Estamos trabalhando primeiro para arrumar a casa e depois ir para o mercado. Quando você contrata o Sampaoli, você tem que trazer jogadores que conhecem a sua característica. A gente estava esperando o final do estadual para ele fazer uma análise. Essa análise se perdeu”, disse.

O cenário incerto pós-pandemia preocupa o dirigente. Sem rendas dos jogos e com alguns contratos de patrocínios suspensos, o Atlético sente os efeitos e tem salários e direitos de imagem atrasados. O clube foi um dos primeiros a anunciar redução de 25% nos salários dos atletas e funcionários com salário superior a R$ 5 mil.

“A gente está sentindo na pele. Atlético estava todo arrumadinho, fazendo pagamento certinho. E Atlético está numa situação razoável para boa. Não está muito bem que nem outros, mas não está desesperadora como na maioria dos clubes brasileiros. Flamengo, Palmeiras, o Grêmio, Inter e São Paulo... Acho que essas equipes podem ter uma saída na frente das demais”.

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