Candidato à presidência do Cruzeiro propõe solução para negociação dívidas do clube na Fifa

O candidato à presidência do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, tem uma proposta para que os clubes credores da Raposa na Fifa aceitem renegociar as dívidas que estão próximas do vencimento. De acordo com o advogado, que registrou nesta quinta-feira sua chapa para as eleições de maio, a solução diante das incertezas sobre quem tem a caneta na diretoria celeste é a realização do processo eleitoral e a nomeação de representantes – que seriam os próprios candidatos – para se responsabilizarem pela negociação.

Na visão de Sérgio Rodrigues, em entrevista dirigentes do Núcleo Gestor estão de forma transitória no Cruzeiro e não passam legitimidade para os clubes credores. A opinião do candidato foi exposta, segundo ele, em uma reunião com o superintendente jurídico Kris Brettas e o diretor-executivo André Argolo.

“Eu apresentei para eles essa questão, mas do Núcleo Gestor não tinha nenhum membro, estavam os diretores Kris Brettas e André Argolo. Falei para eles que, pra mim, a solução passa imediatamente pela eleição. Por quê? Eles (integrantes do Núcleo Gestor) falam da dificuldade que existe, às vezes, em negociar com algum clube de fora. E eu entendo esse outro clube. Como você vai negociar com gestores transitórios, todo mundo quer uma definição para o Cruzeiro”, argumentou.

“Isso não se resolve como muita gente disse para deixar o Núcleo Gestor até dezembro. Continua sendo transitório, continua não tendo presidente eleito. Acho que banco, investidor, qualquer pessoa que vai conversar com um clube de futebol quer saber quem tem a caneta, quem está avalizando, quem está colocando a responsabilidade. Avisei isso para eles”, acrescentou.

O Cruzeiro tem R$ 26 milhões para pagar até o fim de maio, de acordo com o presidente do Núcleo Gestor, Saulo Fróes. Dentre os pagamentos, estão dois em específico em que os clubes não aceitaram renegociar: Al-Wahda que cobra R$ 4,5 milhões pelo empréstimo do volante Denilson em 2016, e Zorya, da Ucrânia, que pede R$ 7,5 milhões pela compra do atacante Willian, em 2014.

Há ainda débitos a vencer no primeiro semestre pelas contratações de Riascos (Monarcas Morelia-MEX cobra R$ 5 milhões), Rafael Sobis (Tigres-MEX que cobra R$ 4,4 milhões / há outros R$ 4,3 milhões para setembro de 2020) e Ramón Ábila (Instituto-ARG que cobra R$ 600 mil pelo mecanismo de solidariedade da Fifa).

Até o momento, somente o Defensor-URU e o Independiente del Valle-EQU aceitaram renegociar as dívidas pelas aquisições de Arrascaeta (R$ 5,6 milhões) e Luis Caicedo (cerca de R$ 8 milhões).

Para Sérgio Rodrigues, quem se candidatar à presidência do Cruzeiro deve assumir a responsabilidade e colocar o nome na proposta parcelamento aos clubes para dar uma garantia aos credores de que a dívida será quitada pelo próximo presidente que entrar em junho.

“Falaram da ideia de parcelamento, foi até uma ideia que eu dei. Disse ‘querem parcelar, vamos fazer o seguinte: primeiro, vamos registrar as chapas. Vocês vão receber os potenciais candidatos, conversem com eles para que eles registrem o quanto antes para parar com essa incerteza no Cruzeiro’. É isso que gera uma dúvida para o mercado”, disse.

“A partir daí, quem for candidato – e eu me dispus a isso – entra no parcelamento junto. Vamos entrar na proposta para tentar ajudar o Cruzeiro. Eu não tenho medo, se precisar coloco até o meu aval pessoal neste parcelamento. Mas o pré-requisito para isso é o Cruzeiro ter a eleição e ter um presidente”, finalizou.

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