Em três dias, Cruzeiro muda discurso de ‘confiamos no trabalho dele’ e demite Adilson

Se no futebol as afirmações são sólidas como segurar areia com as mãos, uma ilustração disso é a demissão do técnico Adilson Batista do Cruzeiro nesse domingo (15). Três dias antes, o clube afirmou confiar no trabalho dele e concordou com os argumentos do treinador para o desempenho ruim do time.

Na quinta-feira (12) pela manhã Adilson caía da corda bamba – e a queda era noticiada por fontes do clube à imprensa –, mas o Núcleo Dirigente Transitório do clube segurou o comandante pelo mindinho.

À tarde, o responsável pelo futebol na Raposa, Carlos Ferreira, concordou com as justificativas do técnico no dia anterior, após a derrota por 2 a 0 para o CRB no Mineirão, em jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

“A permanência se deu pelas dificuldades encontradas pelo Adilson para desenvolver o seu trabalho em relação aos resultados, que não são os esperados pela torcida, assim como por nós, mas confiamos no trabalho do Adilson. Às vezes, têm algumas ações individuais de determinados jogadores que trazem um resultado ruim e que sempre recai nas costas do treinador”, afirmou.

O dirigente citou a cultura demissional em relação aos técnicos no nosso futebol, sem ficar claro se em um tom crítico ou de lamentação/conformação. “Infelizmente, no futebol brasileiro o resultado é o que move a permanência ou não do técnico.”

Neste domingo, após a demissão do treinador, reiterou: “A gente lamenta muito que no futebol brasileiro, quando não tem resultado, recai na conta do treinador”, declarou ele, que, minutos após o anúncio da saída de Adilson, confirmou que o clube já trabalha com alguns nomes para substituir o comandante.

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