Cruzeiro negocia dívida e novo contrato com Mineirão, mas discorda de custos e tempo de fidelidade

Em débito com a Minas Arena desde que deixou de pagar os custos operacionais do Mineirão, em 2013, o Cruzeiro tem duas negociações em andamento com a concessionária: a dívida e o novo contrato de fidelidade. Clube e empresa tentam fecham um acordo em comum para pagar os atrasados e assinar o novo vínculo.

Mas a discordância da Raposa em alguns pontos do novo contrato de fidelidade trava o acordo pela redução da dívida.

Somados os custos operacionais não pagos pelo Cruzeiro desde 2013, a multa por quebra do contrato e juros, a dívida chega a R$ 46 milhões. No entanto, a Minas Arena fez uma proposta perdoando a multa e os juros. Assim, o valor caiu para R$ 19,3 milhões, de acordo com Emílio Brandi, candidato à presidência da Raposa nas eleições de maio.

“Nós recebemos três contratos da Minas Arena sobre a dívida. Chegamos a um denominador de R$ 19,3 milhões, que é o valor que está contabilizado”, afirmou.

Como o Cruzeiro tem R$ 10 milhões bloqueados e depositados em juízo, a quantia abateria parte da dívida. O clube celeste teria uma carência de dois anos para começar a pagar os outros R$ 9,3 milhões, que ainda seriam divididos em dez parcelas. Esta parte do acordo foi aceita pela Raposa.

Sobre o novo contrato de fidelidade proposto pela Minas Arena, o Cruzeiro concorda sobre o naming rights, em que o clube poderá buscar um parceiro para dar nome ao estádio e dividiria o lucro com a concessionária, e a isenção no valor do aluguel.

No entanto, o Núcleo Dirigente Transitório celeste discorda de alguns pontos para o clube jogar no Mineirão, como o tempo de dez anos de fidelidade e a obrigação de arcar com 100% dos custos operacionais. No vínculo anterior, a Raposa pagava 70%.

“Sobre o naming rights, a gente concorda também, isso já está apalavrado. Mas não concordamos com o outro contrato, que é de dez anos (de fidelidade) e nós achamos longo, o máximo deveria ser de cinco anos”, ressaltou Brandi, discordando também do pagamento dos custos operacionais proposto pela concessionária.

“Hoje, a Minas Arena tem a receita dos camarotes, da tribuna, da área VIP, do setor Vermelho, do estacionamento, dos restaurantes e dos bares. Mesmo assim, quer que o Cruzeiro pague todas as despesas, mas nós não concordamos porque não achamos ser justo. No passado, o Cruzeiro pagava 70% e a Minas Arena 30%. Nós queremos uma coisa correta, justa, que não seja desigual, pois queremos jogar no Mineirão, precisamos do estádio, é a nossa casa, a nossa torcida é muito grande”, frisou.

“O Conselho Gestor quer honrar a dívida e o novo contrato, mas tem que ser uma coisa coerente e correta porque nós que levamos torcida e lotamos o Mineirão. Então, a Minas Arena tem que rever esse percentual”, concluiu.

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