PM esclarece que proibição de artefatos alusivos à Série B é exclusivo para organizadas

A Polícia Militar se pronunciou na tarde desta terça-feira sobre a polêmica com a proibição no clássico deste sábado de artefatos alusivos ao rebaixamento do Cruzeiro. A corporação afirmou que a proibição é apenas para que torcidas organizadas não levem objetos que incitem o ódio ou a violência.

Em reunião para definir os detalhes do clássico deste sábado, na ata, assinada pelos clubes e representantes da segurança pública, está escrito que: "A Polícia Militar determina que não sejam executados cânticos e vídeos provocativos no sistema de áudio e vídeo do Mineirão, bem como, determina a proibição de entrada de qualquer artefato que tenha a imagem com a letra B".

Após polêmica gerada pela decisão, o porta-voz da Polícia Militar, major Flávio Santiago, informou que nenhum torcedor será barrado por usar camisas e balões com a letra B. "O foco específico será em relação a bandeiras e faixas de torcidas organizadas que incitem o ódio".

O comandante de Policiamento Especilizado, coronel Olímpio, destacou que os policiais estarão atentos a outros crimes: "É isso que se refere a ata e é isso que a gente viu acontecer ano passado, tráfico de drogas, violência, agressão e armas apreendidas. É contra isso que a PM se posiciona para proteger a sociedade".

O Atlético discordou da proibição anunciada na reunião. Segundo a ata, o clube afirmou que a ironia e as manifestações legítimas do torcedor não podem sofrer limitações pelo poder público, o clube espera que o MP atue para defender a manifestação do torcedor.

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