Rebaixamento do rival aumenta pressão em cima do Galo na temporada 2020

O rebaixamento do Cruzeiro à Segunda Divisão do Brasileiro amenizou um pouco o ano ruim do Atlético, uma vez que a pressão passou para o lado celeste da Lagoa. Só que a outra “metade da cidade” se vê agora sob um outro tipo de cobrança, curiosamente agravada pelo mesmo motivo, ou seja, por conta do descenso do arquirrival. Por ser o único clube a disputar a Série A do Nacional, o Galo tem algumas obrigações, como atesta a própria diretoria.

Duas delas são evidentes. Uma é ser campeão mineiro, haja vista que, na teoria, terá um elenco mais forte que os dos outros concorrentes ao título – pelo menos se houve uma comparação dos investimentos. A segunda é conquistar um grande título e, consequentemente, disputar a Libertadores em 2021, ano do centenário do arquirrival.

Para encarar – e concretizar – esses desafios, o Atlético voltará a mandar seus jogos no Mineirão, como revelou o presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, em algumas ocasiões neste ano. Obter o título estadual tendo o Gigante da Pampulha como mando de campo é algo que não acontece desde 2010, quando o time abocanhou a última taça de campeão antes do início das obras no estádio, que viria a ser sede das Copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014).

Naquela ocasião, o Galo chegou à final contra o Ipatinga e venceu por 2 a 0, com gols de Diego Tardelli e Marques. Depois da reforma, o Mineirão voltou a receber partidas em 2013, mas de lá para cá, o Atlético fez do Independência sua casa. Houve uma ocasião em que o time se sagrou campeão mineiro na “nova arena”, em 2013, mas o mando da decisão pertencia ao Cruzeiro.

Título grande

Desde 2014 que o Atlético não conquista um título de expressão – Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro ou Sul-Americana. Depois de bater o Cruzeiro no Mineirão – mando da Raposa –, por 1 a0, e conquistar a Copa do Brasil daquele ano, o time bateu na trave duas vezes, sendo vice na Série A de 2015 e no torneio mata-mata nacional de 2016.

Em 2018, com o time voltando a mandar alguns jogos no Mineirão, esteve perto de chegar a mais uma decisão, mas caiu na semifinal da Sul-Americana, para o Colón, da Argentina, perdendo a disputa de pênaltis, no estádio da Pampulha.

Para 2020, último ano de Sérgio Sette Câmara neste triênio como presidente, a equipe preta e branca tenta retomar o caminho dos grandes títulos. Muito depende da montagem do novo elenco e do treinador que virá – ao que tudo indica será o venezuelano Rafael Dudamel –, situações que passam pela diretoria alvinegra.

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