Família de ciganos é condenada por morte de jovem executada a tiros em Itaúna em 2014

Três pessoas de uma mesma família de ciganos foram condenadas nesta terça-feira (3), pela morte de Geiziane Fernanda da Silva Matos, em Itaúna, em 2014. O tribunal do júri foi presidido pelo juiz Ivan Pacheco de Castro, da Comarca de Itaúna, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Na época, a vítima foi atingida por vários disparos de arma de fogo dentro de um bar, na Avenida Jove Soares, no Bairro Nogueira Machado.

Foi concluído que ela foi assassinada por manter um relacionamento extraconjugal com Anderson Costa - filho do condenado Nilson da Costa, de 58 anos, e irmão de Cristiano Soares da Costa, de 28, e de Luciana Soares da Costa, 32, também considerados culpados.

Conforme a sentença, os três réus foram considerados culpados por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio que resultou em perigo comum e meio que dificultou a defesa da vítima.

A pena de ambos deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Ainda conforme a decisão, não foi concedido a eles o direito de recorrer em liberdade. Porém, ainda sim cabe recurso da sentença.

Pena

Nilson foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão. Ele está preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim.

Enquanto isso, presa na Penitenciária Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, Luciana foi imputada a 14 anos de cárcere. Já Cristiano, a 15 anos. O jovem está no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

Entenda o caso

Conforme a sentença de pronúncia - que decide que o réu será julgado por um tribunal do júri - , a vítima, em 20 de julho de 2014, estava em um bar na companhia de Anderson.

Inicialmente, Luciana teria chegado e iniciado uma discussão "com os propósitos de desviar-lhe a atenção e identificar o alvo para os executores, os denunciados Nilson da Costa e Cristiano Soares Costa que, armados, já entraram no estabelecimento efetuando disparos".

Ainda conforme o documento, a vítima foi atingida em várias regiões como torácica, pernas e braços, morrendo no local. Uma frequentadora do local também foi atingida. Enquanto isso, os condenados fugiram do local em dois carros.

A família foi indiciada pela Polícia Civil em setembro de 2017.

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