Galo encara Colón na Argentina em busca de renascimento na temporada

De quarto a nono no Campeonato Brasileiro, com direito a derrotas nas últimas cinco partidas; a campanha na Copa do Brasil encerrada nas quartas de final (eliminação no clássico como Cruzeiro). Não é o caso de falar de crise, mas o duelo que começa hoje com o Colón, às 21h30, no Estádio Cemitério dos Elefantes, pelas semifinais da Copa Sul-Americana, passou a ter importância redobrada para o Galo. Um resultado positivo – se não for possível encaminhar a classificação já na ida, que dê a chance da definição no Independência – ganha a condição de incentivo para voltar aos trilhos e recuperar o futebol que vinha marcando a temporada alvinegra. Por outro lado, deixar a disputa à beira da decisão será visto como insuficiente para a torcida e aumentaria a pressão para o retuno da competição nacional.

Até por isso, empatar ou vencer a equipe de Santa Fé como visitante terá ar de renascimento. A casa do rival ganhou o apelido curioso não por acaso: o então modesto clube foi capaz de, nos anos 1960, superar algumas das principais forças da época, como o Santos, de Pelé, o Peñarol e o Boca Juniors. E se ocupa apenas a 14ª posição na Superliga Argentina, mostrou que pode dar muito trabalho ao bater o vice-líder San Lorenzo no sábado. Sem contar a expectativa de chegar pela primeira vez a uma decisão de competição internacional (em 1997 foi superado pelo Lanús na semifinal da Copa Conmebol. Lanús que, por sua vez, acabaria batido pelo Atlético).

E as circunstâncias da partida para o grupo alvinegro não são as mais favoráveis. O técnico Rodrigo Santana não conta com Ricardo Oliveira, liberado por problemas familiares. Luan, em fase negativa, sequer viajou com o grupo. Jair, que vem sendo o termômetro da equipe, ainda se recupera de lesão na coxa. Uma chance, por outro lado, para um renascimento também de alguns jogadores de quem se espera mais. A começar pelo equatoriano Cazares, que volta a ser assunto mais pelo que faz fora de campo do que pelo que produz dentro dele. Zé Welison tem o desafio, num jogo em que a marcação no meio-campo será certamente testada, de mostrar o futebol que o fez ganhar destaque no Vitória.

O goleiro Cleiton, ainda que sem culpa na derrota para o Internacional, terá pela frente seu principal teste na temporada, agora sob a sombra do experiente Wilson. Jogando em seu país, o atacante Di Santo terá nos pés a missão de solucionar a carência de gols que vem marcando as últimas partidas atleticanas.

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