Despencando: Atlético e Cruzeiro encerram turno do Brasileiro em meio a crises e desespero

Sob diferentes vieses, Chico Science e Nação Zumbi, com a música “A Cidade”, e o grupo As Meninas, em “Xibom Bombom”, enfatizavam críticas sociais por meio dos versos “o de cima sobe, e o de baixo desce”. Transportando esses dizeres para o Campeonato Brasileiro, a teoria aponta que os clubes com mais poder de compra de jogadores de qualidade tendem a subir na tabela, enquanto os que vivenciam crises maiores são mais propícios a descer – e até cair para a Série B. É o que vem acontecendo com os times mineiros nesta edição, embora no caso do Atlético, essa “lógica” seja um pouco mais complexa.

Enquanto o Cruzeiro, que frequenta a parte de baixo da tabela de classificação há muito tempo, vive situação periclitante e não para de despencar, o Galo criou para si a ilusão de brigar pelo título, chegou a figurar no G-6, grupo que garante vaga na Libertadores, por 15 rodadas e agora se vê em queda livre. Em outras palavras, em Minas Gerais, o “de cima desce, e o debaixo, também”.

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Na Raposa, o nível de periculosidade de ser rebaixada para a Série B aumenta a cada dia. Isso porque o time celeste passou a maior parte do primeiro turno do Brasileirão beirando o Z-4 ou estacionando na zona da degola – o 16º lugar foi o posto mais frequentado pelos celestes; sete ao todo. Ao fim dessa primeira metade da competição, a 17ª colocação é desesperadora, mas facilmente explicada pelos vários problemas que rondam a Toca II. Após o revés para o Palmeiras, o terceiro seguido da equipe na temporada sob a tutela de Rogério Ceni, que faz uma campanha irregular em seu início de trajetória no clube, o goleiro Fábio reascendeu uma polêmica, ao dizer que “algumas declarações” tiraram o foco principal do time, que “é o futebol”. No caso, ele se referia ao discurso de Thiago Neves, que questionou escolhas do treinador na eliminação do Cruzeiro para o Internacional nas semifinais da Copa do Brasil.

A campanha no Brasileiro é péssima. Com apenas 18 pontos (menos de um ponto por rodada), o time estrelado detém o terceiro pior ataque da competição, com meros 16 gols marcados.

Os problemas dentro do elenco, no entanto, são “pequenos” perto da maior crise financeira e política vivida pela Raposa fora das quatro linhas. Protestos contra a cúpula celeste (sobretudo a trinca formada pelo presidente Wagner Pires de Sá, o vice-presidente de futebol Itair Machado e o diretor-geral Sérgio Nonato, o Serginho) vêm sendo frequentes e, ao que tudo indica, voltarão a ocorrer nesta semana.

E o Galo?

Já o Atlético, que não era apontado como um dos favoritos ao título brasileiro, tem confirmado esse prognóstico. Apesar de queimar a língua de muitos críticos em boa parte do campeonato, as últimas cinco jornadas fizeram o alvinegro despencar, do quarto para o nono lugar – o alvinegro perdeu uma posição por rodada.

O time tem como “desculpa” estar envolvido na Copa Sul-Americana, seu objetivo principal neste segundo semestre.

Nesta quinta-feira, o Galo encara o Colón, na Argentina, pela partida de ida das semifinais do torneio mata-mata. Porém, isso não isenta o fato de ter perdido todas os cinco últimos desafios na Série A do Brasileiro. Aliás, essa má fase pode, inclusive, influenciar na competição continental, uma vez que a pressão aumentou sobre Rodrigo Santana e o elenco.

O desempenho nas últimas cinco rodadas do Nacional beira o ridículo. Além de ter perdido todos esses jogos (para Athletico-PR, Bahia, Corinthians, Botafogo e Inter), o Atlético tem seu ataque posto em xeque: foram apenas dois gols marcados. Ficar de fora da próxima Libertadores seria um suplício para o time e a Massa.

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