Julgamento por incidentes no clássico entre Cruzeiro e Atlético é adiado novamente

Foi adiado pela segunda vez o julgamento de jogadores e dirigentes de Cruzeiro e Atlético no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Mineira de Futebol (FMF) devido aos incidentes do clássico do dia 27 de janeiro, no Mineirão, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, que terminou empatado em 1 a 1.

Inicialmente marcado para o dia 11 de fevereiro, o julgamento foi adiado para esta terça-feira após solicitação do Cruzeiro, pois o Conselho Deliberativo do clube estaria reunido para votar o empréstimo internacional de R$ 300 milhões. A pedido da Procuradoria do tribunal, a audiência foi prorrogada novamente porque o presidente da FMF, Adriano Aro, está no Rio de Janeiro para o arbitral na CBF das Séries A, B, C e D, enquanto o vice-presidente, Castellar Guimarães Neto, e o diretor de competições, Leonardo Barbosa, também estão fora de Belo Horizonte. Todos eles estão envolvidos no julgamento, pois foram citados pelos réus.

A nova data do julgamento deverá ser definida na próxima quinta-feira, quando o TJD divulga as pautas de julgamento da outra semana.

O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, o seu vice, Lásaro Cândido Cunha, além do vice de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, serão julgados por causa das declarações dadas à imprensa e nas redes sociais antes e depois do clássico.

Sette Câmara e Lásaro Cunha foram enquadrados nos artigos 243-F (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto) e 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras) do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O primeiro artigo prevê multa R$ 100 a R$ 100 mil, além de suspensão de uma a seis partidas. Já o segundo estipula gancho de um a seis jogos.

Já Itair Machado também será julgado nos artigos 243-F e 258, além do 243-D (incitar publicamente o ódio ou a violência), que prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão pelo prazo de 360 a 720 dias. Por ter se manifestado pela imprensa, o dirigente celeste ainda pode ser multado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Em relação aos jogadores, o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, e o volante Adilson, do Atlético, também serão julgados por terem sido expulsos na partida. Eles foram indiciados no artigo 250 (praticar ato desleal ou hostil durante a partida, prova ou equivalente), que prevê de uma a três partidas de suspensão.

Mandante do clássico, o Cruzeiro também estará na pauta de julgamento. O clube foi indiciado pelo artigo 213, I (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto). A punição prevista é multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

Por fim, o preparador físico do Atlético, Luis Otávio Kalil, que foi expulso do banco pela arbitragem, será julgado nos artigos 243-F (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto), que prevê multa R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de uma a seis partidas, e 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras), com pena prevista de um a seis jogos de suspensão.

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