Gols do estádio que Atlético estreou na Libertadores estavam com dimensões diferentes

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) constatou que as traves dos dois gols do estádio Luis Franzini, no Uruguai, estavam irregulares. O local pertence ao Defensor, mas outras equipes de Montevidéu utilizam o campo, como o Danubio que recebeu o Atlético pelo jogo de ida da segunda fase da Copa Libertadores, no dia 5 de fevereiro, que terminou em 2 a 2.

De acordo com as inspeções da Conmebol, haviam três distâncias diferentes entre uma trave e outra. O problema foi identificado em duas partidas: além de Danubio x Atlético, no confronto Defensor x Bolívar, no dia 30 de janeiro, pelo duelo de volta da primeira fase da Libertadores, que terminou com vitória da equipe boliviana por 3 a 2.

No documento da Conmebol enviado à Associação Uruguaia de Futebol (AUF) – obtido pelo programa Tirando Paredes, da rádio 1010 AM, de Montevidéu, e que pode ser lido ao fim da matéria –, a distância entre uma trave e outra de um dos gols, chamado pela entidade de "norte", tinha 7,26m de comprimento na base, 7,29m no meio e 7,32m na parte superior. O outro gol, chamado de "sul", estava com 7,36m de comprimento na base, 7,34 no meio e 7,32m na parte superior.

Por conta da irregularidade, a Conmebol notificou a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) no dia 6 de fevereiro para que as correções fossem feitas observando as dimensões oficiais, que são 7,32m de distância entre uma trave e outra e 2,44m de altura do chão até o travessão. Enquanto isso, o estádio ficaria impossibilitado de receber jogos de competições da entidade.

As correções foram feitas às vésperas da partida entre River Plate, do Uruguai, e Santos, pela primeira fase da Copa Sul-Americana, disputada no estádio Luis Franzini na última terça-feira (12), que terminou empatada em 0 a 0.

A falta de providências irritou o presidente do River Plate, do Uruguai, Willie Tucci, que culpou a Associação Uruguaia de Futebol. “No dia 6 de fevereiro chegou uma notificação à AUF que não se jogaria se continuasse assim, mas nunca chegou ao River. Nós tivemos que mover o céu e a terra. O principal incômodo é com a AUF, porque ela deveria ter nos informado. Foi um erro administrativo. Isso poderia ter sido feito antes”, declarou à rádio 1010 AM.

O presidente do River uruguaio detalhou como foi o processo para fazer as modificações nas traves dos dois gols e criticou também o Defensor, dono do estádio, e o Danubio, que também utiliza o local. “Era necessário desmontar, cortar e acomodar os arcos. Um estava fechado e outro estava aberto. O pior é que a Conmebol já havia avisado nos jogos do Defensor e do Danubio, mas nada foi feito”, finalizou.

Classificado à terceira fase da Libertadores, o Atlético voltará ao estádio Luiz Franzini na próxima semana (19, 20 ou 21 de fevereiro) para enfrentar o Defensor, que eliminou o Barcelona de Guayaquil-EQU. A data e horário da partida ainda não foram definidos pela Conmebol.

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