Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio e Andrea

Imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã de dele, Andrea Neves, são alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira. São cumpridos mandados de busca e apreensão no apartamento de Aécio, em um imóvel de Andrea, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, e em Nova Lima. Equipes do Ministério Público Federal também participam da operação.Há ordens judiciais também contra Frederico Pacheco, primo de Aécio. Além do Rio e de Minas, as ações da PF ocorrem em Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte.

O nome do senador Antonio Anastasia (PSDB) também é citado na operação. A assesssoria de imprensa dele informou à Itatiaia que não há mandados contra o político. Outro senador envolvido na operação desta terça-feira é Agripino Maia (DEM-RN).

O objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014. A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017. Os federais procuram documentos com base em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves. Além do Rio, ações da PF ocorrem em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Cristiane Brasil e Paulinho da Força

Em São Paulo, os alvos são o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) - presidente nacional do partido Solidariedade; a deputada federal Cristiane Brasil (PTB); e empresários acusados de emitir notas fiscais frias para Aécio.

Nota

Em nota enviada à redação da Itatiaia, o advogado do senador mineiro, Alberto Zacharias Toron, diz que Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos. "É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Somam-se a esses valores contribuições legais feitas a outros partidos políticos. A medida é, portanto, desnecessária já que o senador é o maior interessado no esclarecimento de todos os fatos", diz o texto.

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square