Júri popular é adiado por suspeita de manipulação de provas em Divinópolis

O júri popular que seria realizado nesta terça-feira (27) e setenciaria Luiz Fernando Rodrigues e Rafael Henrique Lima, acusados de matar a tiros Gabriel Pereira de Melo em novembro de 2017 em Divinópolis, no Centro-Oeste Mineiro, foi adiado por suspeita de manipulação de provas.

De acordo com o promotor criminal Marco Antônio Costa, existe a suspeita de adulteração nas imagens da câmera de segurança do bar onde o desentendimento entre as vítimas e os acusados começaram.

"O que aconteceu foi que a mãe da vítima e suas filhas, conversando com o Ministério Público na última sexta-feira [23], nos disseram que as imagens que elas viram na delegacia se mostram um tanto quanto diferentes daquelas que constam no processo. Elas nos relataram que as imagens por elas visualizadas, em sede policial e no início das investigações, eram imagens nítidas, claras, nas quais se identificavam claramente a presença, principalmente, do acusado Luiz Fernando na cena do crime. Inclusive, a mãe disse que, nas imagens visualizadas no início da investigação, percebe-se claramente o momento em que o Gabriel, que é a vítima, cai, tenta evadir-se de seus algozes, leva a mão na cintura, tentando levantar as calças, e é alvejado", afirmou o promotor.

O promotor afirmou, ainda, que o Ministério Público fará uma série de requerimentos ao delegado regional de Divinópolis, Leonardo Moreira Pio, para que a situação seja apurada e esclarecida.

Os advogados de defesa dos acusados concordaram com o pedido do Ministério Público. Ao G1, o juiz da 2ª Vara Criminal de Divinópolis, Mauro Riuji Yamani, responsável pelo caso, afirmou que "por enquanto, não se pode afirmar nada, mas os fatos serão apurados para ver o que aconteceu".

Com o adiamento do júri, os dois réus serão soltos ainda nesta terça-feira e seguirão em liberdade provisória até que uma nova data para o júri seja marcada.

Dos acusados, Rafael foi preso no dia 12 de dezembro de 2017 suspeito de envolvimento no crime e aguardava o julgamento no presídio Floramar. Na ocasião, a Polícia Civil também apreendeu 10kg de maconha e pinos para embalagem de cocaína com o suspeito. Luiz Fernando aguardaria a sentença em liberdade.

De acordo com o juiz, um terceiro envolvido, cujo nome consta no processo de acusação, morreu e, por isso, o júri popular só sentenciaria os dois acusados, que respondem por homicídio por motivo torpe mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Crime

O homicídio foi às 5h da manhã do dia 4 de novembro de 2017 na Rua Noé Soares, no Bairro Chanadour. De acordo com os autos do processo, a vítima, que não tinha passagens pela polícia, foi atingida por seis disparos na região da cabeça e pescoço.

O processo afirma que a vítima havia saído de um bar e foi perseguido pelos três suspeitos, sendo que dois estavam em um carro e o terceiro em uma moto, que ficaram aguardando a chegada dele em casa.

A vítima tentou fugir, mas foi atingido pelos disparos. O processo indica que Gabriel teve desavenças anteriores com os suspeitos, inclusive uma disputa por pontos de vendas de drogas.

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