Givanildo diz que está confiante em manter América na Série A: 'Não viria se não acreditasse&#39

Em sua quinta passagem pelo América, o técnico Givanildo Oliveira foi apresentado nesta segunda-feira com o desafio de manter o clube na Série A do Campeonato Brasileiro. O treinador de 70 anos de idade chega para substituir Adilson Batista, demitido pela diretoria no sábado (10) após a derrota para o lanterna e já rebaixado Paraná, no Independência.

Givanildo assinou contrato com o América até o fim da temporada e comandará a equipe nas cinco últimas rodadas do Brasileirão. Com o time na zona de rebaixamento e sem vencer há dez partidas, o treinador acredita que poderá salvar o Coelho do descenso.

“Posso dizer que, se aceitei o trabalho, acredito. Não viria aqui se não acreditasse. Conversaria com o Salum (Marcus, presidente do América) e optaria por tentar no ano que vem. Mas eu vim e estou totalmente disposto a batalhar, lutar junto com eles para sairmos dessa situação”, afirmou.

Ouça acima outros trechos da entrevista de apresentação de Givanildo Oliveira

O treinador já estará à beira do campo na quinta-feira, às 21h, para dirigir o América diante do vice-líder Internacional, em Porto Alegre, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na luta contra a queda, o Coelho ainda terá pela frente Santos (casa), Palmeiras (fora), Bahia (casa) e Fluminense (fora).

Givanildo destacou que o retorno foi possível graças ao bom ambiente que possui no América e revelou que nem negociou salário com o presidente.

“Acredito nessa relação no futebol. Quando você passa em um lugar em que, além das vitórias, houve também amizade, você acaba voltando um dia. Ainda tenho esperança, garra e mais alguns anos para trabalhar. Aceitei o convite do Salum com muita alegria e nem discuti parte financeira. O que o Salum ofereceu, já aceitei. Sei da dificuldade do momento, todos nós sabemos. São cinco jogos, mas espero que já aconteça uma grande vitória neste primeiro jogo para que possamos tirar o América desta situação”, declarou.

Salum também afirmou que acredita na permanência na Série A e destacou a confiança em Givanildo. “Tenho muito prazer de receber de volta o Givanildo Oliveira, que é nosso eterno treinador, com quem já trabalhei três vezes. Trata-se de uma pessoa na qual tenho extrema confiança e respeito, pela capacidade que ele tem como técnico. Estamos em um ano que faz parte de um projeto em que vínhamos muito bem. Tivemos problemas e, agora, os problemas se apertaram. Porém, conversei com o Givanildo, fizemos uma proposta e ele aceitou. Fico triste por ser uma missão tão difícil, mas confio plenamente em sua capacidade”, disse.

Segundo técnico que mais comandou o América na história, Givanildo retorna ao América após dois anos e quatro meses. Em sua última passagem (setembro 2014 a junho de 2016), subiu com o Coelho para a Série A ao terminar na quarta posição na Segundona de 2015. Em 2016, o treinador ainda conquistou o feito de quebrar uma hegemonia de 15 anos de Atlético e Cruzeiro no Campeonato Mineiro e levar o clube ao título estadual.

Além disso, o comandante registra no clube as conquistas da Série B de 1997 e Série C de 2009. Agora, Givanildo tem o desafio de conquistar a permanência na primeira divisão, feito que seria inédito para o Coelho na era de pontos corridos do Brasileirão. Nas quatro passagens anteriores, o treinador acumula 235 jogos, com 114 vitórias, 63 empates e 58 derrotas.

O último trabalho de Givanildo Oliveira foi no Remo-PA, clube pelo qual disputou a Série C até maio deste ano.

O América está na zona de rebaixamento há duas rodadas. Neste momento, o time é o 18º colocado, com 34 pontos, três atrás do Sport, primeiro clube fora do Z4. De acordo com matemáticos, o Coelho precisará vencer quatro dos cinco jogos que restam para permanecer na Série A.

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