Após hexa da Copa do Brasil, ataque do Cruzeiro deslancha e deixa de ser 2º pior do Brasileiro

Sem a pressão por resultados após a conquista do hexa da Copa do Brasil, o Cruzeiro passou a atuar 'mais solto' no Campeonato Brasileiro, o que beneficiou o setor ofensivo. Segundo pior ataque da competição há três rodadas atrás, o time celeste marcou seis gols nos últimos três jogos, ultrapassou Ceará e América no ranking e mostrou um poderio que não era visto pelos torcedores há muitas partidas.

Coincidentemente, o ataque da Raposa deslanchou logo após bater o Corinthians na final da Copa do Brasil, no dia 17 de outubro. No jogo seguinte ao título nacional, a equipe entrou em campo contra a Chapecoense e venceu por 3 a 0. Logo depois, o relaxamento diante do Ceará castigou o elenco: derrota por 2 a 0. Mas a reação veio em seguida: 3 a 1 no Paraná.

Agora, o ataque celeste é o quarto pior do Brasileirão, com 28 gols marcados, à frente de América (26), Ceará (25) e Paraná (13).

Considerando os três últimos jogos, em dois deles o time balançou as redes três vezes, fato raro neste ano. Antes destas partidas, o Cruzeiro havia vencido apenas seis confrontos por três ou mais gols na temporada: Uberlândia (4 a 0), Boa Esporte (3 a 0) e URT (3 a 0), pelo Campeonato Mineiro, Universidad de Chile (7 a 0) e Vasco (4 a 0), pela Libertadores, e América (3 a 1), pelo Brasileirão.

Após a vitória por 3 a 1 sobre o América, no dia 19 de julho, o Cruzeiro ficou 25 jogos consecutivos marcando, no máximo, dois gols – sendo que em 20 destas partidas o time balançou as redes uma vez.

Devido ao baixo número de gols, o estilo defensivo do técnico Mano Menezes sempre foi alvo de parte da torcida cruzeirense, que pede um time que ataque mais durante as partidas. As críticas, no entanto, chegaram a ser rebatidas pelo treinador após o hexa: “Agora, o pessoal vai ter um pouquinho de tolerância agora com minha maneira defensiva de jogar. Há outras maneiras, eu respeito, mas tenho minhas convicções”.

Aliviado por ter faturado um título de expressão na temporada, que veio acompanhado de R$ 50 milhões nos cofres do clube e de uma vaga na Libertadores do ano que vem, o Cruzeiro não tem mais nenhum objetivo técnico no Brasileirão – somente a meta financeira pela premiação: quanto melhor posicionado na tabela, mais dinheiro receberá. Faltando sete rodadas para o fim da competição, a Raposa ocupa o nono lugar, com 43 pontos.

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