Jogando em ritmo de treino, o Galo goleou pela Copa do Brasil

Enfrentando um adversário péssimo, numa partida morna e fraca, e ainda com arbitragem ruim, o Galo sapecou logo quatro a zero no rival desta fase da competição nacional. A boa vitória do domingo motivou quase 14 mil pessoas a pagarem ingresso, registrando também que o público inicial era pequeno – pelo horário – e foi crescendo até o final do primeiro tempo.

O treinador, que já havia deixado Luan, Léo Silva, Adilson e Elias fora da lista para a partida, ainda poupou Patric na escalação inicial do jogo. Dos considerados titulares atuaram Victor, Gabriel, Cazares, Fábio Santos, Otero e Ricardo Oliveira. Os três últimos, durante a partida, também foram substituídos. Vale dizer, começamos o jogo com seis titulares e terminamos com apenas três. Victor, Gabriel e Cazares.

A fragilidade do adversário, que evidentemente foi estudado por Thiago Larghi, permitiu essa preservação de atletas pensando no jogo decisivo de domingo próximo. Quando foi anunciada a escalação, os cornetas previam um desastre na noite. Nas rodinhas de fora e até dentro do estádio, cheguei a ouvir que o Motta ia estraçalhar com a nossa defesa. Foi só o jogo começar para destruir essa previsão. Ou maldição! Com um minuto, numa bela assistência de Samuel Xavier, coube a Ricardo Oliveira iniciar a goleada. O lateral, logo depois, ainda tirou uma bola perigosa do adversário em chance de gol. Ficou por aí também, como de resto toda a equipe.

Não vi qualquer destaque individual, apesar de Otero ter marcado o segundo e terceiro gols. Erik, que entrou no intervalo, fez o quarto. Tivemos alguns lances isolados, além dos tentos assinalados, que sequer chegaram a empolgar o Torcedor. Percebi, entre os quais conversei, que a presença era de apoio ao incontestável crescimento do time nas mãos do jovem treinador. Todos estão focados na partida de domingo, onde apesar da vantagem construída, requer seriedade e compromisso em busca do título Mineiro.

Imagem: Bruno Cantini/Atlético

Fora isso, faria uma consideração pessoal sobre o jogador Tomás Andrade. Depois daquele estreia fulminante frente ao América, o argentino continua devendo ao Atleticano. Atuou pelo lado direito e em alguns momentos sumia da posição. Seu pé direito parece ser nulo, obrigando a girar sistematicamente em busca de seguir a jogada usando a perna esquerda. Com isso, acabou parecendo uma enceradeira que girava e girava no mesmo lugar. E São Victor continua dando chutão. Não bastasse, ontem até menos, com mania de retardar a batida de tiro de meta. Chamando advertência com cartão.

Entre os sete contratados na temporada, seis atuaram ontem, diferente de jogos anteriores, onde apenas Ricardo Oliveira vinha sendo utilizado. Além dele, jogaram ainda Samuel Xavier, Arouca, Roger Guedes, Erik e o argentino Tomás. Apenas Maidana, com aquele problema médico/disciplinar, esteve fora deste compromisso. Seria uma ótima oportunidade a ele, que perdeu boa chance de mostrar sua qualidade.

Por fim, embora não tenha influenciado no resultado da partida, mas registrei no início que a arbitragem deixou a desejar, então preciso explicar. Duas situações, dentre outras, apenas para exemplificar. Advertiu Samuel Xavier de maneira excessivamente rigorosa com o cartão amarelo. O lateral direito do Ferroviário fez falta muito mais dura, não sendo sequer advertido verbalmente pelo Vinicius Furlan. A outra, numa batida de falta pelo Otero, a barreira se movimentou por cerca de dois metros, sob o olhar passivo do apitador. Outros registros menores também aconteceram.

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