Ranking da Superliga Masculina chega ao fim; atletas comemoram

Um debate de mais de duas décadas na Superliga Masculina está prestes a chegar ao fim. O ranking de atletas, que existe desde a temporada 1992/1993, sairá de cena na próxima edição do maior torneio do país. A decisão deve ser oficializada em breve pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

A votação aconteceu, nos últimos dias, entre os 10 primeiros colocados da Superliga, além da Comissão de Atletas de vôlei de quadra. O resultado foi acirrado, com seis votos para o fim do ranking e outros cinco para sua manutenção. “Acho que o ranking cumpriu muito bem seu papel nos últimos anos, mas agora chegou a hora de dar um novo passo”, comenta Giovane Gávio, técnico do Sesc. A ideia do ranking, desde sua implementação, era realizar um equilíbrio entre os times da Superliga. Cada atleta ganhava entre zero e sete pontos e cada time poderia ter, no máximo, três atletas de pontuação máxima. Além disso, não era permitido que cada equipe ultrapasse os 40 pontos na soma dos seus atletas. Isso tudo cai por terra na próxima temporada, abrindo boas possibilidades para que os elencos se reforcem sem muitas restrições. Jogadores de renome, por exemplo, terão maior chance de seguir jogando no Brasil, não tendo o limite de pontuação como fator que possa impedir sua transferência para fora do país. “O ranking, hoje, se encontra defasado, não surte tanto efeito como antigamente. Muitos atletas se prejudicaram por conta desta pontuação, alguns tiveram que sair do Brasil. Com o fim do ranking, os times que quiserem investir pesado, farão isso com mais tranquilidade. Os outros times de menor poder econômico irão correr atrás para reforçar seus elencos. Sou contra o ranking e acho que seu fim será benéfico”, comenta Sandro, levantador do Montes Claros. Campeão olímpico, o ponta Maurício Borges, do Sesc, também vê somente vantagens com a decisão. “Não tem porque existir esta limitação. É importante para os atletas de alto nível, mas também para quem está chegando agora, dá espaço para todos. Quem tiver mais poder econômico, naturalmente que poderá contratar melhor”, pontua. Uma exigência que continuará válida será o limite de, no máximo, dois estrangeiros, por time. A reportagem tentou contato com o CEO da CBV, Radamés Lattari, sem sucesso.

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