Coordenadorias do DEER no Centro-Oeste de Minas entram em greve e serviços ficam prejudicados

Os servidores do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG) estão em greve desde segunda-feira (11). Na região Centro-Oeste, as coordenadorias de Oliveira e Formiga aderiram ao movimento e serviços estão comprometidos. O Governo de Minas diz que está negociando com os grevistas.

A Coordenadoria Regional do DEER (CRG) em Oliveira, que atende 27 municípios, está com os serviços totalmente suspensos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Transportes e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (SINTDER-SINTTOP) e a regional de Formiga, que atende 23 municípios, está com os atendimentos parcialmente suspensos.

Em Pará de Minas, os servidores não aderiram ao movimento. "Estamos trabalhando porque temos poucos funcionários para atender as 23 cidades da região. Se pararmos, para tudo", explicou Alípio Augusto, chefe da regional de Pará de Minas.

Segundo o presidente do sindicato, Adolfo Garrido, os serviços afetados são fiscalização de obra civil e rodoviária, operação de via, fiscalização nas balanças e as multas aplicadas por radar móvel.

Além disso, a vistoria dos ônibus que realizam os transportes metropolitano e intermunicipal, a verificação de vans e ônibus que realizam o transporte fretado e escolar entre municípios, poderá ser interrompida devido à greve dos servidores.

"Caso isso ocorra, deixarão de ser verificados itens básicos de segurança, estado geral dos veículos e documentação obrigatória", informou Garrido.

Reivindicações

A categoria pede reajuste salarial. Os servidores estão há quatro anos sem correção salarial. Em Minas, são cerca de 1,4 mil servidores para cuidar de quase 22 mil quilômetros de rodovia sob a responsabilidade do governo estadual.

"Queremos igualdade com os outros servidores", informou Garrido.

Em nota, o governo de Minas Gerais informou que está negociando com os servidores do departamento, mas a informação é contestada pelo presidente do Sindicato.

"Desde abril de 2016, estamos conversando. Apresentamos um plano de carreira pronto. Não há negociação. Negociação existe quando a outra parte faz uma contrapartida de proposta e o governo de Minas não fez isso", disse.

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