Antes da estreia em BH, Oswaldo pede apoio da torcida: ‘Tem que jogar 90 minutos do nosso lado’

Depois de encarar o Atlético-PR, em Curitiba, e o Londrina, também no Paraná, o técnico Oswaldo de Oliveira fará sua estreia em casa pelo Atlético nesta quarta-feira, diante do São Paulo. E em sua primeira partida no Independência, o treinador pediu que a torcida alvinegra exerça a pressão que ele já sentiu "inúmeras vezes" como visitante.

“Fui adversário do Atlético, aqui, inúmeras vezes durante toda a minha carreira e, agora, vou ter a meu favor aquilo que me pressionava. Isso é grandioso para mim”, declarou Oswaldo nesta segunda-feira.

O pedido do comandante alvinegro tem um motivo. Ao contrário do que se acostumou nos últimos anos, o Atlético vem sofrendo demais em casa e é apenas o segundo pior mandante deste Campeonato Brasileiro, com 12 pontos em 13 partidas em casa. A situação, como era de se imaginar, tem gerado muita insatisfação na torcida, que vem cobrando a equipe.

“A nossa torcida tem que entender que ela tem que jogar 90 minutos do nosso lado. Se no momento que nós errarmos, porque passamos por um momento de erros, ela tem que ter essa compreensão e a humildade de entender que o Atlético está se reestruturando, que não é mais o Atlético campeão da Libertadores”, frisou.

“A torcida tem que comprar esse barulho com a gente. E peço, aqui, nesse momento: vamos precisar dessa humildade. No momento em que o time precisar ter ações contidas, defensivas, nos ajudem. Porque, se a gente ficar atacando o tempo todo, não é o Atlético atual que está preparado para isso. Precisamos ter essa consciência hoje e a nossa torcida tem que ser do nosso lado. Porque, se começar a pegar no pé e vaiar, vai passar para o lado do adversário e, no final dos 90 minutos, ao invés de nos ajudar, vai ter ajudado o adversário", considerou o treinador atleticano.

Em sua terceira partida no comando do Atlético, Oswaldo busca a segunda vitória. E nesta segunda, ele explicou que espera ver em campo nesta quarta o time que derrotou o Atlético-PR na estreia, na última rodada, e não aquele que perdeu nos pênaltis a final da Copa da Primeira Liga para o Londrina.

“Todos eles estão imbuídos. Faço a leitura no semblante, no olhar do jogador. Aquela exibição contra o Atlético-PR não foi gratuita, foi muita dedicação que os jogadores tiveram para que cumpríssemos aquela partida e vencêssemos. Então, para ressurgirmos aqui, em Belo Horizonte, precisamos desse desafio, meu, dos jogadores e da nossa torcida”, pediu.

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