Para chegar à Copa do Mundo da Rússia, seleção do Chile terá de desafiar própria história

Para o Chile se classificar para a Copa do Mundo de 2018, terá de enfrentar a própria história. A equipe fez neste domingo, no CT do São Paulo, na capital paulista, o seu primeiro treino no Brasil pressionada pela necessidade de conquistar nesta terça-feira, no estádio Allianz Parque, a inédita vitória sobre a seleção brasileira como visitante para não ter de depender de outros resultados para ir à Rússia.

Desde 1919, a seleção chilena vem ao Brasil para enfrentar a equipe da casa. Foram 27 vezes. Destes encontros, perdeu 21 e empatou seis. O último foi o mais importante deles, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014. A derrota nos pênaltis no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, após 1 a 1 no tempo normal é até hoje relembrada com bastante lamentação pelos atletas.

A obrigação de ganhar do Brasil é tão grande quanto o temor que o adversário traz ao Chile. A equipe disputou oito Copas do Mundo e em quatro vezes foi eliminada pela seleção brasileira, incluindo as três últimas participações em Mundiais (1998, 2010 e 2014). O pesadelo com o Brasil pode, inclusive, tirar nesta terça-feira o Chile da rota de outra edição do Mundial da Fifa.

Se for tomar como base o histórico pelas Eliminatórias, o técnico argentino Juan Antonio Pizzi ficará preocupado, pois em sete confrontos em território brasileiro foram sete derrotas. “Espero que esse tabu continue. Jogando em casa, diante da nossa torcida, queremos um resultado a favor sempre”, comentou o zagueiro brasileiro Miranda.

O equilíbrio na tabela de classificação das Eliminatórias força o Chile a viver uma situação de extremos antes de enfrentar o Brasil. Apesar do terceiro lugar, só a vitória garante vaga na Rússia entre os quatro primeiros colocados. Derrota ou empate obrigaria o time a torcer contra quatro rivais. Os campeões das duas últimas edições da Copa América desembarcaram em São Paulo na noite de sábado e vão adotar a discrição até a hora da partida.

Neste domingo, o time fez o primeiro treino no CT do São Paulo, vizinho de onde estava o Brasil, na Academia de Futebol, o centro de treinamentos do Palmeiras. Apenas 15 minutos do trabalho foram abertos à imprensa e não houve entrevistas.

Durante esse período, foi possível ver o grande problema enfrentado pelo técnico. Um dos principais jogadores, o volante Arturo Vidal, está suspenso pelo segundo cartão amarelo. O substituto imediato dele, Charles Aránguiz, ex-Internacional, se recupera de lesão na panturrilha e ontem só caminhou pelo gramado. O favorito para assumir a titularidade é um jogador convocado de última hora. Esteban Pavez, do Atlético Paranaense, é quem deve começar a partida.

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