Mais uma clínica de recuperação é interditada em Divinópolis, a quinta em dois meses

Mais uma clínica de recuperação foi interditada em Divinópolis, na manhã desta quarta-feira (27). A força-tarefa da Vigilância em Saúde visitou a comunidade terapêutica, com 34 internos, no Bairro JK, e constatou estrutura física inadequada e sem alvará sanitário para funcionamento. Essa é a quinta clínica fechada em dois meses de fiscalização.

O relatório da Vigilância Sanitária verificou uma estrutura predial deficitária, acondicionamento de alimentos precário, reutilização de seringas para aplicar insulinas e quantidade de colchão inferior ao número de internos.

Apesar das condições inadequadas, não foi constatada nenhuma internação involuntária, no entanto, nenhum plano de tratamento dos internos foi encontrado. Os parentes serão notificados para que busquem os internos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), com participação da Secretaria adjunta Sobre Drogas e de Direitos Humanos, do Conselho Tutelar, do Conselho Municipal Sobre Drogas e da Polícia Militar já visitou seis clínicas. Apenas uma foi liberada para continuar com tratamento dos internos.

Clínicas interditadas

Está é a quarta clínica fiscalizada pela Vigilância em Saúde. Desde agosto, quatro espaços foram apontados como irregulares. Entenda o caso:

  • No dia 2 de agosto, após recomendação do Ministério Público que recebeu denúncias, a Vigilância Sanitária interditou uma clínica de recuperação de dependentes químicos, localizada na Avenida dos Buritis, na zona rural de Divinópolis. Entre os problemas apontados foram detectados pacientes internados involuntariamente e indícios de castigos. A clínica não tinha alvará sanitário nem de funcionamento.

  • Em 22 de agosto, fiscais encerraram as atividades da comunidade terapêutica feminina próxima ao Aeroporto Brigadeiro Antônio Cabral, após constatarem irregularidades. Os representantes dos órgãos encontraram oito internas. No local, duas adolescentes estavam entre as pacientes, sendo que uma delas está grávida e, segundo a Vigilância, não estava realizando o pré-natal. Entre as mulheres, estava ainda uma paciente com esquizofrenia, que estava em crise e sem receber atendimento médico.

  • Já no dia 22 de agosto, a terceira clínica foi vistoriada e a Vigilância Sanitária constatou irregularidades. O espaço Santo Antônio dos Campos contava com 18 internos. Três pacientes com problemas mentais foram direcionados ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) de Divinópolis e os dois menores foram assistidos pelo Conselho Tutelar.

  • No dia 13 de setembro, a equipe de fiscais visitou uma comunidade terapêutica, com 53 internos, no bairro Quintino. De acordo com o relatório da Vigilância em Saúde, a clinica interditada é a que possuia o maior número de internos no município. Foram encontradas graves infrações, como a internação involuntária e a medicação psicotrópica sem prescrição médica. Havia no local 12 menores de idade, pacientes com problemas mentais e procurados pela justiça

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