Presidente pede volta ao estilo ‘Galo Doido’ e diz que vaga na Libertadores 2018 é ‘obrigação’

A eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores aumentou a turbulência no Atlético. Se a fase já não era boa por causa da má campanha no Campeonato Brasileiro e da queda na Copa do Brasil, ficou ainda pior após o time não conseguir fazer sequer um gol no Jorge Wilstermann, da Bolívia, no Mineirão, o que deixou os torcedores revoltados. Depois do vexame em casa, o presidente Daniel Nepomuceno concedeu entrevista coletiva e revelou que o principal ponto a ser mudado na equipe será o estilo de jogo.

Ou seja, o mandatário alvinegro quer a volta do ‘Galo Doido’ implantado por Cuca entre 2012 e 2013 e que teve sequência com Levir Culpi em 2014 e 2015.

“Se eu for ter que levantar alguns pontos, o principal para mim é: o Atlético tem que voltar para a característica dele, que é a de ir pra frente, que fez a gente levantar taças nos últimos anos”, declarou.

O curioso é que, no fim do ano passado, Daniel Nepomuceno contratou Roger Machado para dar mais equilíbrio ao time, que fazia muitos gols, porém também levava muitos. O treinador tentou implantar um novo estilo de trabalho, com mais posse de bola e consciência defensiva, mas desconstruiu o que a equipe tinha de melhor, que era o poder de ataque. Até em casa, onde o Galo era quase imbatível, agora é facilmente derrotado.

Com a queda no torneio continental, resta ao Galo somente o Campeonato Brasileiro. Na 15ª posição, a quatro pontos da zona de rebaixamento, o time alvinegro terá um turno inteiro para buscar uma vaga no G6 – são cinco pontos de distância para o Sport, último integrante do grupo que se classifica para a disputa da Copa Libertadores de 2018.

Desde 2013 participando da Libertadores, o Atlético tentará salvar a temporada conquistando pela sexta vez consecutiva um lugar na competição. Para Daniel Nepomuceno, a classificação virou obrigação.

“É obrigação. São cinco anos consecutivos na Libertadores. Não tem como a equipe ficar fora do G6, até porque acabaram-se as desculpas de que não tem prazo [para treinar], não tem jogo quarta e domingo mais. Temos que aproveitar esse calendário, já que teremos só jogos do Brasileirão. Com tudo que aconteceu de errado, temos futebol para ficar no G6”, concluiu.

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