Vicintin analisa política no Cruzeiro e critica oposição: ‘Comemoraram gol do Palmeiras’

Se o time está bem dentro de campo, o Cruzeiro borbulha nos bastidores, mais precisamente na política. Tudo por causa das eleições para a presidência do clube, que acontecerão no fim deste ano. Após a homenagem o volante Ariel Cabral pelos 100 jogos com a camisa celeste, o vice-presidente de futebol Bruno Vicintin comentou sobre o momento político da Raposa e disse que está fazendo o papel de ‘blindar’ o clube para não deixar que a turbulência atinja o elenco e prejudique o rendimento nas competições.

“Quando a gente começou o ano, tanto o Tinga como o Klauss me alertaram muito sobre isso. O Klauss viveu isso no Fluminense. E o Tinga me disse que viveu isso até como torcedor, no ano passado, no Internacional. Modéstia à parte, conseguimos blindar jogadores e comissão técnica sobre isso. Na quarta-feira, o Dudu [Eduardo Silva, preparador físico] conversou comigo e disse que acompanhava no noticiário que a política do clube está muito complicada, mas aqui dentro na Toca a gente não discute muito isso”, contou o dirigente.

Vicintin aproveitou para criticar a postura de conselheiros da oposição que, segundo ele, comemoraram o gol do Palmeiras na partida dessa quarta-feira, que terminou empatada em 1 a 1 e deu a classificação à equipe mineira. O time paulista abriu o placar aos 25 minutos do segundo tempo e, com a vitória, estava se classificando às semifinais da Copa do Brasil. Mas o Cruzeiro batalhou e chegou ao empate aos 39, carimbando a vaga entre os quatro melhores do torneio.

“Realmente, está sendo um ano político muito difícil. Quando eu entrei como vice de futebol, achei que nossos maiores desafios seriam torcedores de outros times. Infelizmente, esse ano tem mostrado muitas coisas que a gente prefere nem falar. Ontem cheguei ao absurdo de ver gente comemorando gol do Palmeiras, gente que se diz cruzeirense. Não consigo admitir isso como torcedor. Mas são coisas que, quem ama futebol, tem que superar. O torcedor pode ter certeza que tudo aqui está blindado, estamos unidos, trabalhando e vamos lutar até o final”, ressaltou.

Pelo estatuto do Cruzeiro, Vicintin não pode disputar as eleições. O presidente Gilvan de Pinho Tavares, que chegará ao fim do segundo mandato e terá que entregar o cargo, chegou a tentar uma manobra para alterar as leis do clube com o objetivo de beneficiar o companheiro, mas sem sucesso.

Desta forma, Wagner Pires de Sá foi indicado como o candidato à sucessão de Gilvan. Vicintin contou que foi procurado por Wagner para permanecer no clube caso ele seja eleito, mas o atual vice de futebol declarou que, no momento, só pensa em ‘blindar’ o Cruzeiro da disputa política.

“Estou participando. Não tem nada definido. Tem duas chapas, uma da situação e uma da oposição. Tem muita gente falando em terceira via. Eu sou homem de um lado só, eu estou na diretoria e estou apoiando a chapa da situação”, disse.

Além de Wagner Pires de Sá, há outros dois candidatos à presidência do Cruzeiro: Sérgio Santos Rodrigues, apoiado pelo ex-presidente Zezé Perrella, e César Masci, que presidiu o Cruzeiro no início da década de 1990. Márcio Rodrigues, que havia anunciado sua pré-candidatura, desistiu do pleito para apoiar o candidato da situação.

Sobre Galhardo

Além da política, Bruno Vicintin falou também sobre a mais recente contratação do Cruzeiro: o lateral-direito Rafael Galhardo. O jogador, que se recupera de uma cirurgia de reconstrução dos ligamentos do joelho direito, realizada em fevereiro deste ano, vai continuar o tratamento na Toca da Raposa antes de assinar contrato.

“A gente já esperava. Ele estava em fase final de recuperação, é uma cirurgia que acontece muito, vários jogadores de futebol têm. O Galhardo nos chamou muita atenção, porque ele demonstrou muita vontade de vir para o Cruzeiro, de assinar um contrato de risco e depois um contrato evoluir caso ele jogasse. Como dirigente, isso me chama muita atenção, quando o jogador mostra que quer muito vir. Ele estava em fase final de recuperação, vai fazer a fase final aqui, dando tudo certo... É uma contratação que pensamos de médio, longo prazo”, observou.

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