Frustrante e decepcionante": Roger analisa mais um resultado ruim do Galo em casa

O Atlético segue sem vencer no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste domingo, o Alvinegro recebeu a Ponte Preta no Independência, saiu na frente no placar, mas num relaxamento defensivo no início do segundo tempo, levou a virada. Para alívio do torcedor, Rafael Moura ainda conseguiu o gol de empate. No entanto, o resultado foi muito ruim para as aspirações da equipe no Campeonato Brasileiro.

Um time que busca ser campeão do Brasileirão tem que fazer o dever de casa. O Galo somou um ponto em seis possíveis logo no início da competição. A situação já começa a lembrar 2016, quando a equipe ficou sete jogos sem vitória. A sequência ruim acabou prejudicando a briga pela taça ao fim da temporada. Para o técnico Roger Machado, o resultado foi bastante aquém do esperado. “A gente enfrentou um adversário muito bem armado, furamos o bloqueio, mas levamos dois gols de desatenção e desconcentração. Fizemos as mudanças e oferecemos o contra-ataque, mas buscamos o empate. Foi frustrante e decepcionante. O torcedor foi paciente com a gente ainda. Estamos demonstrando desconcentração nos jogos e temos que mudar isso. Estou mostrando aos atletas que o adversário vem sendo problema em nosso processo defensivo. A gente repete esses erros e os erros são duros com a gente”, disse o treinador. Roger explicou o pensamento. A equipe que quer ser campeã brasileira não pode queimar tantos pontos em casa como já aconteceu neste início de campeonato. “Foi um percentual pequeno do campeonato disputado até agora. O fator local é determinante para quem postula o título. Uma equipe que é campeã do Brasileiro perde no máximo quatro ou cinco jogos, sendo apenas um em casa, além de ter quatro ou cinco empates, apenas um em casa. Já queimamos essa reserva ainda no começo e isso aperta mais. A gente vinha como um mandante perfeito e agora são derrota e empate”, completou. Depois de levar a virada, Roger se viu obrigado a mexer na equipe, colocando o Alvinegro para cima e tirando um dos volantes de campo. O Atlético conseguiu o empate, mas, se não fosse Victor, o time poderia ter sido derrotado mais uma vez em casa neste Campeonato Brasileiro. Roger tentou explicar o motivo dos vários contra-ataques cedidos à Ponte Preta. “Quando você faz substituições por jogadores mais ofensivos, você enfraquece o processo defensivo da equipe. Fiz isso no treino de sábado, colocando o Moura no lugar do Adilson. Você vai oferecer o contra-ataque ao adversário por ter mais jogadores de características ofensivas. Naturalmente, você vai oferecer espaços ao adversário, mas não podemos permitir que isso aconteça, não podemos dar oportunidades deles atacarem com facilidade”, concluiu. O Atlético agora muda o foco. Nesta quarta-feira, o Alvinegro precisa da vitória contra o Paraná para avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Já no Brasileirão, domingo, às 16h, o Galo visita o Palmeiras, outro favorito ao título que está mal neste início de competição.

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