Cruzeiro se volta ao MP e governo para ter torcida no Independência

A diretoria do Cruzeiro ainda não desistiu da tentativa de contar com 10% da carga de ingressos do segundo jogo da final do Mineiro, caso seja disputado no Independência. Após veto da PM para que o estádio receba os cruzeirenses, o vice-presidente de futebol da Raposa, Bruno Vicintin afirmou, nesta quarta-feira, que a direção azul tentará acionar o Ministério Público e o governo estadual para interferir na decisão. O clube quer que, ao menos, uma quantidade de entradas seja destinada à Raposa.

“Existe um direcionamento para caso o segundo jogo seja no Independência para a torcida ser proibida de ir ao jogo. O Cruzeiro vê isso com muita preocupação, pedi para o nosso diretor jurídico tentar marcar uma audiência com o Ministério Público e também com o governo do estado. O nosso rival tem total direito de marcar o jogo aonde eles quiserem, mas nosso torcedor tem o total direito de assistir a final do Campeonato. O Campeonato já vai para quase 100 anos e a gente acredita que proibir a nossa torcida de ir ao estádio é um absurdo”, disse Bruno Vicintin na Toca da Raposa II nesta quarta-feira.

O dirigente celeste disse que tentará uma conversa também com a Polícia Militar de Minas Gerais para revogar a decisão de não permitir torcedores do Cruzeiro. "Vamos ao Comando Geral da Polícia para mostrar que é importante a presença do torcedor do Cruzeiro. O Atlético tem o direito de mandar o jogo onde quiser, eles não tem o direito de tirar o nosso torcedor do estádio e dar uma vantagem ao nosso rival. Vamos procurar todas as instâncias, jurídica, governamentais, vamos pedir para todos", destacou.

"A gente vê com muito respeito a polícia, mas vamos ao Ministério Público, pois ele atuou a favor do Atlético para assegurar o direito do torcedor do Atlético assistir ao jogo da final da Copa do Brasil. Vamos alertar que como órgão isento, também defenda o Cruzeiro", reforçou Bruno Vicintin.

Em reunião que aconteceu na sede da Federação Mineira de Futebol na tarde de terça-feira, ficou decidido que o primeiro jogo da final estadual, neste domingo, acontecerá no Mineirão com a presença de 90% de torcedores do Cruzeiro e 10% do Atlético.

Para a segunda partida da decisão, a diretoria do Atlético tem até segunda-feira para informar o local. Se o Galo atuar no Mineirão, a carga de ingressos será invertida, com 90% de atleticanos e 10% de cruzeirenses. Já se acontecer no Independência, a torcida celeste não terá direito a comparecer ao estádio por determinação da PMMG.

"O torcedor do Cruzeiro pode ter certeza que vamos lutar até o final para que o torcedor possa acompanhar a final. Vamos enfrentar o rival, com muita humildade, depois de dois anos fora, mas acreditando no nosso time e queremos que nosso torcedor esteja presente. A gente espera que todos os órgãos usem o bom senso e seja neutros e defenda tanto a torcida do Atlético quanto a do Cruzeiro", destacou Bruno Vicintin.

Apesar do discurso e da tentativa da Raposa em contar com a presença do seu torcedor no segundo jogo da final, o dirigente celeste descarta uma medida mais drástica por parte do Cruzeiro caso não consiga reverter tal decisão. "A minha vontade como torcedor caso isso ocorra é que não jogasse o segundo jogo. Porém, o Cruzeiro se orgulha de jamais ter fugido de desafios. Aliás, clubes que abandonaram clássicos não foram nós – se você procurar na história vai ver isso", disse.

"O Cruzeiro vai fazer o que for mandado. O que tiver, o Cruzeiro vai enfrentar. Mas vamos lutar ao máximo para que nossa torcida seja defendida. Se jogarem contra nossa torcida, que é nosso maior patrimônio, faremos de tudo para defendê-la e responder dentro de campo", reforçou Bruno Vicintin.

Críticas à FMF

O vice-presidente da Raposa, Bruno Vicintin voltou a criticar a atuação da Federação Mineira de Futebol e reforçou que o clube celeste não possui bom diálogo com os diretores da instituição.

"Entre eu e o senhor Castellar não existe diálogo. Não vou falar antes de partida de final. Só posso falar que hoje não existe diálogo com ele. Ele deveria respeitar muito mais a instituição Cruzeiro. Infelizmente nem ele, nem o senhor Paulo Bracks e nem o senhor Adriano Aro respeitam. Também quero lembrar ao senhor Adriano Aro que o irmão dele, Marcelo Aro, é deputado, e a torcida do Cruzeiro tem que saber o que está sendo feito pela Federação Mineira contra a nossa instituição. Não existe hoje diálogo entre a Federação e o Cruzeiro, infelizmente. Talvez, na história, o Cruzeiro nunca teve um relacionamento tão ruim quanto agora", afirmou Bruno Vicintin.

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