Com quase 10 mil casos prováveis de chikungunya, Minas está em estado de alerta

Minas Gerais está em estado de alerta por causa da febre chikungunya. Os casos da doença avançam rapidamente pelo estado e se multiplicam a cada semana. Quase 10 mil notificações já foram infectadas pela doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O número é vinte vezes maior do que todo o registrado nos 12 meses de 2016. Estão sendo investigadas 11 mortes que podem ter sido causadas pela enfermidade.

A cada balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) os casos aumentam rapidamente. Em uma semana, foram registrados mais 2.119 notificações, saltando de 7.867 para 9.986. O aumento corresponde a 26,9% em apenas sete dias. Os casos cresceram gradativamente desde o início do ano. Em janeiro, foram 736 registros, fevereiro, 3.202, março, 5.374, e abril, até essa terça-feira, foram 674. A doença assusta na comparação com os últimos anos. Em 2016, Minas teve 500 casos prováveis de Chikungunya. Em 2015, foram apenas 31 notificações, e, em 2014,só 18. A alta já era prevista por autoridades de saúde, devido ao pequeno número de pessoas que já desenvolveram resistência contra a enfermidade. No ano passado, segundo a SES, os foram confirmados casos autóctones, isto é, a transmissão ocorreu no estado de Minas Gerais. Com a alteração no cenário epidemiológico do estado, que atualmente possui a circulação do vírus em seu território, os casos multiplicaram em 2017. Os casos neste ano estão espalhados por 152 municípios. Destes, 15 estão com alta incidência da doença, a maioria na Região de Governador Valadares, no Rio Doce. São eles: Mathias Lobato, Central de Minas, Engenheiro Caldas, Governador Valadares, Medina (Região de Pedra Azul), Tumiritinga, Jampruca e Aimorés.

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